sábado, 12 de janeiro de 2013

Levantando as mãos: Steven Gerrard, do Liverpool, querendo gol à la Suarez contra o Man. United

David Maddock

Capitão admite que ele não confessaria ao árbitro se ele marcasse um gol com a mão no Old Trafford no domingo, e diz que nenhum jogador professional confessaria

 Steven Gerrard afirma que ele vai comemorar se marcar o gol da vitória com a mão no Old Trafford domingo. Além disso, o capitão dos Reds chamou de hipócrita qualquer um do Manchester United que diga que seu companheiro de time, Luis Suarez, estava errado em comemorar o gol depois de ter ilegalmente utilizado sua mão direita para eliminar o pequeno Mansfield da Copa da Inglaterra na semana passada.
Houve protestos contra o incidente, com a integridade de Suarez sendo mais uma vez colocada em questão, mas Gerrard acredita que qualquer um no futebol que acuse o uruguaio deve antes olhar para si mesmo severamente.
Quando perguntado se ele teria comemorado o gol se a bola tivesse batido na sua mão, o scouser sinceramente respondeu: “Olha, eu não vou mentir para vocês – é claro que eu ia comemorar. Eu não posso sentar aqui e afirmar que eu ia correr ao bandeirinha ou ao juiz e dizer: Eu usei a mão em Old Trafford. O que Wayne Rooney faria? O que fez Roy Carrol (antigo goleiro do Manchester United) anos atrás quando a bola bateu quatro jardas dentro do gol? Eu nunca vi Alex Ferguson ou Carroll correr até o juiz ou até o bandeirinha e dizer que a bola tinha passado a linha, você viu?”
Ferguson colocou mais lenha na fogueira de Suarez antes do clássico de domingo, mas Gerrard está convencido que o atacante não fez nada errado no incidente em Mansfield e acredita que o sul-americano está sendo condenado apenas por sua reputação.
“Isso é futebol. Essas coisas acontecem. Você não está pré-disposto a usar a mão e eu não acho que Suarez estava”, acrescentou Gerrard. “Você percebe isso pelo jeito que ele chutou a bola para o gol – ele estava esperando que o juiz anulasse o gol. Eu não vou dizer que é o certo, mas o Mansfield nunca teve um pouco de sorte numa decisão do árbitro, um gol que estava impedido ou uma bola na mão? Desse modo, eu não acho que teria sido feito tamanho circo se quem tivesse utilizado a mão fosse Daniel Sturridge [e não Suarez].” As palavras de Ferguson – embora não haja provavelmente nenhum jogador que, na situação em que Suarez estava, teria avisado o juiz de seu toque com a mão – ameaçaram colocar ainda mais combustível num jogo já quente que, em anos recentes, tem gerado grandes controvérsias.
Somente o Merseyside Derby produziu mais cartões vermelhos na nova Premier League do que Liverpool x Manchester United, e a questão do racismo envolvendo Suarez e Patrice Evra levou o clássico a um de seus piores momentos.
Apesar de tudo isso, Gerrard acredita que há beleza no jogo que ele afirma ser a maior rivalidade do futebol.
“É um grande confronto e ainda é o principal jogo para os dois clubes,” ele explicou. “Eles obviamente estão a nossa frente em títulos da liga, mas nós ainda temos mais copas europeias que eles – então a rivalidade será mantida por muitos anos ainda. O Manchester City tem seus novos donos e essas coisas, mas Alex Ferguson disse ano passado que o jogo contra o Liverpool ainda é o maior – e para nós também é assim.”
Assim como Gerrard espera que ele possa comemorar em campo no domingo, o clube também tem comemorado o fato de que os seus antigos donos, Tom Hicks e George Gillet, finalmente desistiram de suas ações alegando que foram prejudicados na venda forçada do Liverpool.
Os dois americanos alegaram uma grande fraude feita por instituições britânicas e estavam reivindicando bilhões de libras em compensação pelas suas perdas depois de serem forçados a vender o clube por mais ou menos £200 milhões.
No entanto, depois de não conseguir os fundos necessários para demonstrar segurança financeira, permitindo que o caso fosse adiante em abril, suas ações foram definitivamente postas de lado, com todas as alegações contra os diretores que arranjaram a venda – Martin Broughton, Christian Purslow e Ian Ayre – sendo retiradas.
Em nota oficial foi explicado que um acordo confidencial foi realizado, mas o Daily Mirror acredita que não tenha sido paga nenhuma compensação, uma vez que o Tribunal Superior determinou que o caso não prosseguiria sem a apresentação dos fundos necessários a Hicks e Gillet.
[Segue abaixo vídeo do gol do Tottenham contra o Manchester United no Old Trafford a que se refere o capitão do Liverpool:] 



 Fonte:
http://www.mirror.co.uk/sport/football/news/manchester-united-vs-liverpool-steven-1529907


COMENTÁRIO:
Acho importante que o capitão do Liverpool, e também da Inglaterra, venha se manifestar no sentido que ele fez, justamente por deixar à mostra o fato de que a imprensa inglesa vem tratando com dois pesos e duas medidas todas as situações que envolvem o Suarez. O fato de o jogador ter feito um gol com a mão não é, de modo algum, motivo para que se coloque, novamente, em questão o seu caráter e, principalmente, para que se faça o circo que tem sido feito em cima de qualquer atitude de Suarez.

Você não consegue ganhar nada com garotos, afirma Gerrard (onde já escutamos isso antes?)

Lee Bryan

O capitão do Liverpool, Steven Gerrard, alertou Brendan Rodgers a não depositar todas as suas esperanças em jovens, uma vez que o técnico tenta uma revolução em Anfield.
Desde a chegada de Rodgers, no verão, os Reds têm optado por contratar jovens jogadores como Joe Allen, Fabio Borini e Daniel Sturridge, todos eles com menos de 24 anos.
Gerrard, 34 [na verdade, 32], não acha que esse é o melhor caminho para que o Liverpool, atualmente oitavo colocado na Premier League, volte a brigar pelas quatro primeiras colocações.
O meio-campo inglês citou a contratação de Gary McAllister – que chegou ao Anfield com 35 anos em 2000 – como crucial para o seu desenvolvimento e acredita que balancear a idade do elenco é fundamental.
“Para ser sincero, eu não concordo com essa política”, disse ele. “Eu tenho visto vários jogadores, ao redor do mundo, contratados com 28, 29 ou ainda mais velhos que têm feito excelentes trabalhos por seus clubes. Gary McAllister, quando veio para cá foi um deles.” Acrescentou ainda: “Eu entendo que todos queiram jovens, brilhantes, jogadores ingleses, mas eu não estou 100% seguro de que este deva ser o único caminho.” Reafirmando: “Eu aprendi muito com Gary McAllister.”
Liverpool não foi o único clube a apostar em jovens nessa temporada, o Chelsea ainda não ofereceu contrato a jogadores mais experientes como Frank Lampard e Ashley Cole, enquanto a luta contra o rebaixamento do Aston Villa é creditada por muitos a um time inexperiente.
“O principal exemplo no momento é o fato de que se o Chelsea não manter Frank Lampard, algum time vai conseguir uma barganha. Quantos anos ele tem, 34?” disse Gerrard. “Não é da minha conta o que o Chelsea faz, mas, se eles não renovarem o contrato do Lampard, alguém vai conseguir um jogador muito bom por ainda alguns anos”.
A transferência mais bem sucedida do Liverpool nos últimos tempos foi a contratação de Luis Suarez – que veio do Ajax com 24 anos em 2011 – que Gerrard afirma ser o melhor atacante com quem já atuou, ultrapassando seu colega de seleção Wayne Rooney e Fernando Torres.
Suarez tem posto as controvérsias que o perseguem desde a sua chegada à Inglaterra de lado para ser o segundo na artilharia da Premier League com 15 gols.
“Luis é o melhor atacante com quem já joguei”, afirmou Gerrard. “Provavelmente não vão dar a ele o crédito que merece depois de tudo o que aconteceu e tudo o que ele passou, mas eu vou. Ele é um guerreiro e um vencedor.”

Fonte:
http://www.dailymail.co.uk/sport/football/article-2261199/Steven-Gerrard-disagrees-Liverpool-youth-policy.html?ITO=socialnet-twitter-liverpoolmail&ns_mchannel=rss&ns_campaign=socialnet-twitter-liverpoolmail&utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed

COMENTÁRIO:
De longe parece que o Gerrard está chovendo no molhado, dizer que é necessario contratar jogadores experientes e de qualidade é algo bastante óbvio. No entanto, algumas das entrevistas de Brendan Rodgers parecem ter acendido o sinal amarelo para o capitão dos Reds. O técnico do Liverpool tem dito que privilegiará a base e a contratação de jogadores jovens. Essa tem sido, de fato, a política de contratação do time. Entretanto, deve-se destacar que, entre as contratações recentes do Liverpool, a única que realmente se mostra como grande foi a de Suarez que, apesar dos 24 anos, já tinha bastante experiência, inclusive com a seleção do seu país.
Na minha opinião, Gerrard está mais do que certo em cobrar que jogadores com reputação venham para o Liverpool, principalmente quando o time vem gastando valores importantes (£12 milhões, por exemplo, pelo Sturridge, um valor semelhante pelo Borini e pelo Allen) com atletas que não valem isso. Ou você vai querer me dizer que o Allen vale mais, ou joga melhor, do que Snejder? Pelo que se especula, a Inter aceitou €10 milhões do Galatasaray pelo passe do jogador...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Mansfield Town 1x2 Liverpool, 6 de janeiro de 2013

Um jogo bem fraco do Liverpool, mesmo com o time reserva, é inaceitável uma atuação como essa. A tal da "filosofia do Brendan Rodgers" hoje se mostrou, talvez mais do que nunca, conversa fiada.  O time foi acossado pelo fraquíssimo Mansfield. Outro dia eu li um texto de Adrian Hearn que falava que jogadores mais grandes, mais fortes, com um maior pendor físico vêm intimidando o Liverpool, para perceber isso basta ter em conta o jogo contra o Stoke; uma coisa é não conseguir fazer gol contra eles outra é tomar três deles. Hoje um aguerrido time do Mansfield encurralou e deixou sem saída o "Liverpool à Barcelona". O problema de querer jogar dessa maneira é que é necessário jogadores com qualidade para tanto, coisa que esse time não tinha, e nem sei se o titular tem. De qualquer modo, a coisa tava feia e o técnico foi obrigado, mais uma vez, a colocar o Suarez para resolver os problemas.

Jones: melhor que o Reina, 7,0
Wisdom: medonho. 3,0
Carragher: joga sempre seriamente, esse não decepciona 6,0
Coates: precisa jogar mais, hoje foi espalhafatoso 5,0
Robinson: uma boa opção, de vez em quando mostra insegurança, falhou feio num lance no segundo tempo, ainda sim, talvez, seja uma boa opção enquanto o Enrique está contundido. 4,0
Lucas: mal hoje, não conseguiu se impor no meio, faltou força física, mas também qualidade na distribuição de bola 5,0
Allen: parecia estar passeando em campo. 4,0
Shelvey: terrível, fez o passe para o primeiro gol e só 2,0
Suso: nada produziu, ainda perdeu uma bola perigosa na defesa 1,0
Downing: outro que fazia turismo em Mansfield 2,0
Sturridge: demonstrou vontade e oportunismo 7,0

Suarez: entrou e aliviou a barra do time 8,0
Henderson: pouco contribuiu 6,0
Flanagan: pouco tempo em campo, mas é óbvio que, tecnicamente, ele é melhor que o Wisdom, falta a ele força física. 5,0

eu

Não faz sentido você dar 6 pro Downing e sua mediocridade e dizer que o Agger foi bem e ter a mesma nota.
Make no sense at all.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Liverpool 3x0 Sunderland, 2 de janeiro de 2013

Mais um bom jogo do Liverpool, seguindo o contra o QPR. Grande atuação de Suarez. Isso, na verdade, resume bem o que foi o jogo. No mais, uma questão que acho importante (venho repetindo ela com uma certa constância) e que vem da análise das notas ao jogadores (que segue abaixo), mas que é algo bastante óbvio: apesar de ter sido um bom jogo do time de Anfield, apenas a nota do Suarez se sobressai.  Suarez é, de fato, e cada vez mais, a estrela da equipe, mas o que preocupa é o fato de que um bom jogo de todos os outros jogadores, de um modo geral, nos levarão a uma nota mediana. Nesse sentido, esse jogo contra o Sunderland (uma equipe que, na minha opinião, é melhor do que as equipes que os Reds vinham vencendo: QPR, Fulham, Southampton - deixei de fora o West Ham que creio ser um bom time) é exemplar. Mesmo as notas dos jogadores mais importantes (jogador, na verdade: Gerrard, que é, de fato, um jogador importante) ou dos que podem produzir algo de diferente (acho que aqui se pode incluir o Sterling, embora ache que é pedir demais dele) não decolam. E esse é o problema (lá vamos nós de novo!!!) da política de compra do Liverpool. Até acho que o Sturridge pode contribuir para o time (embora ache que só no contexto inglês, por se tratar de um inglês, valha 12000000£, ou melhor, nem assim), principalmente se jogar no lugar do Sterling ou no do Downing (ou seja, como um ponta num 4-5-1 ou 4-2-3-1 sem um meia-atacante verdadeiro, porque mesmo o Gerrard não o é, quem dirá o Shelvey ou o Henderson...) porque, como dizem os ingleses, trará gols à equipe. Pensando assim, muito me preocupa a noção de que o Sturridge venha para jogar de atacante centralizado, primeiro porque ele não tem cacoete para essa função (ele não é um artilheiro, é um corredor), segundo, porque implica tirar o Suarez do seu posicionamento atual no qual ele vem produzindo bem. Fico com um pé atrás, principalmente se Rodgers manter apenas 1 atacante, como no 4-5-1 que o time normalmente joga, e não acho que um 4-2-3-1 com o Suarez como um "meia-atacante" venha a ser uma formação competitiva em muitos dos jogos porque exporia ainda mais um já frágil sistema defensivo. A solução para colocar o time jogando com o Sturridge como atacante, talvez, passe pela mudança para um sistema com 2 atacantes (o 4-4-2, por exemplo: Reina; Johnson, Skrtel, Agger, Enrique; Lucas, Allen, Gerrard, Downing/Henderson/Shelvey; Suarez e Sturridge), é esperar e ver...

Reina: hoje foi bem, mais seguro do que vinha sendo 6,0
Wisdom: atabalhoado, 5,0
Skrtel: de vez em quando tem os seus momentos de loucura, mas hoje não comprometeu, 6,0
Agger: bom jogo 6,0
Johnson: deslocado para a esquerda perdeu um pouco da qualidade no ataque, 6,0
Lucas: ainda um pouco perdido em campo, mas dá um poder de marcação e uma agressividade maior ao time 6,0
Gerrard: bastante participativo, principalmente no primeiro tempo, fez o jogo passar por ele. Passe espetacular para um dos gols de Suarez, 7,5
Henderson: competindo com o Shelvey e com o Allen pela posição, vem fazendo jogos melhores que os seus "adversários" 6,5
Downing: quem? Voltou ao seu normal, a mediocridade, 6,0
Sterling: belo gol e só, tá certo que é jovem, mas um cara com o contrato que ele tem precisa mostrar mais em campo 6,5
Suarez: um monstro. O passe de costas para o primeiro gol foi só um aperitivo para o que se seguiria. De tudo o que ele fez é importante ressaltar o segundo gol do time, em que ele sofre uma carga, mas continua de pé (sério, o que os caras enchem o saco por ser "cai-cai") e põe a bola nas redes. Grande jogo, 9,5

Allen, Suso e Carragher: entraram com o jogo ganho. O Allen que vem perdendo espaço no meio ganhou uns minutinhos; Suso veio para corrigir o time depois da entrada do Allen; e o Carragher para somar mais um jogo na sua carreira na Premier League.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

[Entrevista] Sturridge: a primeira entrevista

Depois de ser anunciado mais cedo como a nova contratação do Liverpool, Daniel Sturridge conversou com o Liverpoolfc.com sobre suas ambições em Anfield: colocar um sorriso na cara dos torcedores

Daniel, em nome de todos no clube, gostaria de desejar boas vindas. Como você se sente sendo, finalmente, um jogador do Liverpool?
Obrigado. Eu estou muito contente, feliz por assinar por um dos maiores clubes do mundo. É com felicidade e humildade que eu chego aqui.

Como foram as últimas 24 horas?
Foram bem tranquilas, na verdade, porque eu sabia que eu viria para cá, então foi só uma questão de saber quando. Agora já está tudo acertado e eu estou pronto para jogar.

Quais foram as suas primeiras impressões sobre o clube e sobre as instalações aqui em Melwood?
Minhas primeiras impressões corresponderam às impressões que construí durante minha vida: trata-se de um grande clube e é um sonho para qualquer atleta jogar por ele. A história do clube, dos fãs é espetacular: é tudo que um jogador pode desejar ter, então eu estou feliz de estar aqui. Eu estou espantado com tudo isso e alegre de estar aqui.

O que Brendan Rodgers falou para você sobre como ele vê seu futuro no Liverpool?
Ele me disse que me vê jogando aqui por muito tempo, e eu também vejo isso. Eu não vim para cá para jogar por 2 ou 3 anos e depois sair. Eu pretendo ficar aqui tanto tempo quanto possível. É um clube gigantesco – para mim, um dos maiores do mundo – e ter esses fãs e os grandes jogadores que temos é maravilhoso. Eu estou muito contente que o técnico confia em mim.  Ele é o primeiro técnico que, de fato, me contratou, que pagou por mim e me trouxe para o seu clube [isso porque ele é da base do Chelsea], então eu não posso pedir mais dele ou do clube.

Brendan Rodgers tem uma visão clara sobre o que ele quer para o Liverpool, ele tem um plano para o futuro do time. Você está empolgado em fazer parte desse plano?
Eu estou muito empolgado. Eu não vejo a hora de estar em campo. Faz algum tempo que eu não jogo – tive algumas contusões nos últimos meses –, mas eu estou tão feliz de me juntar a um clube tão grande, de fazer parte de uma revolução, de algo novo e de algo especial. Tomara que nós consigamos trazer sucesso para os fãs.

Vamos falar sobre suas características e qualidades. Você já jogou aberto pelas pontas, já jogou pelo meio, em sua opinião, qual é a posição que você prefere?
Eu me vejo como um atacante. Acho que eu produzo mais nessa posição por causa das minhas características que se ajustam mais a de um atacante centralizado. Mas eu já joguei pelas pontas e aprendi muito com isso. Eu nunca me recusei a jogar nessa posição e nunca demandaria jogar no centro. Para mim, em qualquer posição que o técnico quiser que eu jogue eu jogarei, e farei o meu melhor pelo clube e pelos fãs. Eu tentarei colocar um sorriso na cara dos fãs e buscarei trazer sucesso para o clube – isso seria fantástico.

Você disse que suas características são as de um centroavante, quais seriam esses atributos, na sua opinião?
Eu sou rápido, gosto de driblar, finalizar e dar passes para meus companheiros. Eu sou um jogador agudo e gosto de finalizar e passar a bola – meu objetivo é sempre ajudar meu time a conquistar a vitória. Meu ritmo pode ajudar os meus colegas a me colocar em frente ao gol, mas o mais importante é que eu jogo para o time e busco sempre ajudar meus companheiros a vencer o jogo. Essa é a questão mais importante – eu não me coloco à frente do time. O time é o mais importante, o que interessa é ganhar os jogos.

Você vai ter agora a oportunidade de jogar com o Luis Suárez. O que você pensa dele e o quanto está ansioso para jogar com ele?
Ter ele como um companheiro é muito bom. Ele é um jogador muito bom, muito talentoso, eu acho que é um dos melhores atacantes do mundo neste momento. É bom fazer parte do mesmo time que ele e eu estou certo de que nós nos daremos bem em campo.

Olhando para as suas características, você acha que vocês formarão um ataque de sucesso?
Claro. Com Luis, Raheem [Sterling] e os outros jogadores, vai ser ótimo para mim e tenho certeza que nós vamos nos entrosar bem. Nós temos características semelhantes, então espero que nós consigamos ser um pesadelo para os zagueiros!

Você já jogou com alguns atletas do Liverpool, como o Joe Allen, que fizeram parte do time da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos. Você já conversou com algum deles?
Sim, eu conversei com o Jordan Henderson e com o Joe Allen. Eu vi o Joe quando vim fazer os exames médicos. Ele é um grande cara. Nós conversamos bastante quando estivemos juntos nas Olimpíadas – nós dividíamos o quarto – e nos dávamos bem. Eu já o conhecia do sub-21 e coisas do tipo. Os jogadores de cima, como Steven Gerrard e Glen Johnson, eu conhecia da seleção inglesa. Joe Cole, também. Eu já conheço boa parte dos jogadores, então vai ser fácil a adaptação.

Você jogou contra o Liverpool na final da FA Youth Cup [Copa da Inglaterra Junior] em 2006, quais são suas memórias desse jogo?
Não são boas! Eu lembro como se tivesse sido ontem: jogar no Alfield foi coisa de louco para mim. Nós perdemos de 3x0 e eu ainda lembro das chances que perdi e dos gols do Liverpool. Depois, jogando em casa, ganhamos de 2x0, eu marquei os gols, mas não foi o suficiente para ganhar a taça. Mas foi maravilhoso poder jogar contra o Liverpool e no Anfield sendo tão jovem.

Então você tem a experiência de jogar no Anfield como um adversário, você consegue imaginar como vai se sentir quando entrar naquele campo tendo a torcida a seu favor?
Eu não consigo, para ser honesto. Tantas pessoas já me disseram que é uma experiência maravilhosa a de entrar em campo. Quando os fãs cantam You’ll Never Walk Alone, isso não te afeta se você é um adversário, mas se você joga pelo time é uma coisa completamente diferente. Você fica emocionado e quer com todas as suas forças dar o melhor de si. Para mim – me juntar a um clube tão grande, com fãs maravilhosos e tentar trazer títulos – é um sonho que se torna realidade.

Você vai ter a chance de ver seus companheiros em ação no Anfield hoje à noite. Infelizmente você ainda não foi registrado, o que deve ser um pouco frustrante. O quanto você quer poder entrar em campo pelo Liverpool?
Eu quero muito. É muito frustrante não poder jogar só porque a janela de transferência abriu ontem. Eu adoraria poder estar em campo e é uma pena que eu ainda não possa, então eu vou assistir na arquibancada, torcer para os caras e tomara que consigamos o resultado.

Por fim, qual é a sua mensagem para os torcedores do Liverpool?
Eu só quero dizer que espero que estejam todos bem e tenham tido um ótimo Natal e Ano Novo. Eu estou muito feliz de assinar pelo clube e muito contente de estar aqui. Eu estou maravilhado por este clube e torço para que vocês estejam felizes de eu estar aqui. Eu espero poder trazer sucesso para o clube e alguns sorrisos para as caras das pessoas daqui. Obrigado por me receberem aqui.


Fonte: http://www.liverpoolfc.com/news/latest-news/sturridge-the-first-interview

Queens Park Rangers 0x3 Liverpool, 30 de dezembro de 2012

Um bom primeiro tempo do Liverpool contra um fraquíssimo QPR. Hoje, sem muitas surpresas, o nome do jogo foi Luis Suarez. Ele é, de fato, o principal jogador do Liverpool, o mais criativo, o que leva mais perigo ao adversário e deixou claro isso nesse jogo. Com a vitória de 3x0 o Liverpool mantém o recente retrospecto de ou ganhar bem ou perder tomando um vareio de bola (basta que se lembre os últimos jogos, 4x0 no Fulham, 3x0 pra Aston Villa e 3x1 pro Stoke). Essa oscilação é, na minha opinião, bastante problemática, principalmente, penso eu, porque o Brendan Rodgers é um técnico que vem tentando montar o time desde o meio, ou seja, privilegiando o toque de bola, o que parece causar certo problema na organização defensiva do time que, em alguns jogos, parece ter se perdido.
Importante o gol do Agger, pois deve dar maior confiança a ele e também porque o time volta a marcar em bolas paradas com alguma constância (antes o Skrtel tinha marcado contra o Fulham), o que era comum na era Dalglish e que serve, principalmente, contra times que jogam muito fechados, para abrir a porteira.
Em termos de organização do time é de se destacar a opção pelo Allen em vez do Lucas e do Henderson em vez do Shelvey, além da troca do Suso pelo Sterling. Dada a fragilidade do adversário a impressão é que o Rodgers preferiu montar um time menos pegador (aí explica-se a troca do volante brasileiro pelo meio-campo galês), mas de maior posse de bola, ao mesmo tempo em que é mais agudo, uma vez que o Sterling jogou no lugar do Suso. Parecem-me boas opções, embora ache que, contra esse time do QPR, qualquer formação seria boa o suficiente (desde que contasse com o Suárez).

Reina - hoje não comprometeu 6,0
Johnson - apoiando bem, fez um bom jogo 6,0
Skrtel - seguro 6,5
Agger - seguro e ainda deixou o dele 7,0
Enrique - diante de um QPR que não ofereceu perigo ofensivamente, foi bem. Saiu machucado. 6,0
Allen - não teve problema para marcar um meio-campo inofensivo do QPR 6,0
Gerrard - não foi decisivo, mas também nem foi preciso 6,0
Henderson - para surpresa de todos andou jogando bem recentemente 6,0
Downing - depois daquele bom jogo contra o Fulham, voltou ao seu futebol tradicional 6,0
Sterling - cabe a ele ser incisivo e, na tentativa de fazer isso, erra demais 6,0
Suarez - esse é o Suarez que todos queremos ver 9,0

Carragher, Suso e Lucas - todos entraram no segundo tempo, quando o Liverpool já tinha se tornado o time preguiçoso que todos nos acostumamos a ver quando está na frente do placar. Pouco acrescentaram.