Quando o Dalglish foi demitido os torcedores do Liverpool, embora com o coração partido de ver uma lenda do clube ser posta de lado, tinham a esperança de que, finalmente, os donos do clube iam demonstrar que tinham entrado nesse negócio para vencer, para montar times competitivos e de primeira linha. Nesse sentido, a indicação de Brendan Rodgers foi uma decepção. Vamos apostar num técnico novo e talentoso, eles diziam. Quanto mais a temporada se desenvolve, no entanto, a impressão que temos é que eles escolheram um técnico que para ser obtido não requeria um grande investimento e que não exigiria, depois de contratado, um grande investimento que, no momento, é mais do que necessário.
O que se viu hoje em campo é um time que na hora da decisão, da definição, conta com o Suárez ou com um bando de moleques que não tem experiência (e muitos nem sequer habilidade) para se colocar como um jogador decisivo. Pensando assim é até mesmo um ato de covardia cobrar que o Shelvey e que o Sterling, por exemplo, decidam jogos. E foi isso o que se viu hoje: jogadores que na hora em que são postos na cara do gol pipocam. E é natural que o façam.
Voltamos, novamente, para a problemática da construção do elenco no qual é impossível dizer que o Rodgers não teve culpa. Está bem, ele não contava com muito dinheiro, mas e o dinheiro que ele tinha? Assaidi? Borini? Allen? O que foi investido nesses três jogadores daria para comprar um que fosse decisivo. O que se preferiu, pelo contrário, foi contratar jogadores medianos para um time que, hoje, é pouco mais do que isso.
Some-se a isso as constantes partidas pífias de outros jogadores que poderiam ser chave para a construção de um Liverpool forte. Refiro-me especificamente ao Gerrard, mas podem ser incluídos aqui o Johnson e o Skrtel. Além disso, temos a presença do Reina no gol que, como já disse anteriormente, só se explica ou pela necessidade de colocá-lo na vitrine para vendê-lo ou pela mão fraca de um técnico que mantém como titular os jogadores renomados mesmo quando não jogam para isso.
A inexperiência dos jogadores jovens soma-se aqui à falta de qualidade dos medalhões e fazem que, para o torcedor, pouca esperança reste. Exemplo: Shelvey não estava num dia inspirado, então ele troca ele pelo Cole, alguém tem expectativa de que o time vá melhorar?
O jogo hoje foi a mesma coisa que vem sendo sempre (ou quase sempre). Liverpool mantém a posse da bola, cria algumas ocasiões de gol, mas não faz o gol. Para os adversários, então, como afirma a Mirane, é só esperar que o Liverpool cometa erros e ele cometerá. Assim foi no primeiro gol do Aston Villa, quando o Suárez perdeu a bola no meio-campo favorecendo o contra-ataque adversário que foi coroado com mais uma bizonha atuação do Reina que parecia um cone caindo e não alcançando um bola fraca. No segundo, um erro de marcação do sistema defensivo (os zagueiros sairam para dar combate e um jogador adversário ficou livre no meio da área) permitiu que os adversários ampliassem o placar. No terceiro, o erro foi do Cole.
Reina - não passa segurança nenhuma, 0,0
Johnson - errando demais na defesa 5,0
Skrtel - colaborou para uma defesa insegura 4,0
Agger - tem iniciativa, mas não foi suficiente para arrumar a defesa, 5,0
Downing - uma nulidade, como é costume, 3,0
Lucas - não foi um dos seus melhores dias 3,5
Allen - quem? 3,0
Gerrard - cansado, cansado, 4,0
Sterling - correu bastante, mais uma vez 3,0
Shelvey - pede-se muito a ele 4,0
Suarez - não foi um dos seus melhores dias, mas faz com que o jogo sempre fique movimentado, 5,0
Cole - o que que esse cara ainda faz em Liverpool? 2,0
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