Bom jogo, em especial, por parte do Liverpool que foi bastante agressivo contra um muito e lento e pouco criativo Manchester City. Um jogo, portanto, totalmente diferente daquele do Arsenal, inclusive pela postura totalmente diferente dos Reds que não deixou os citizens tomarem conta do jogo. Com a volta do José Enrique o time dá mais uma encorpada, mais pela saída do Wisdom e a deslocação do Johnson para sua posição original, do que pela entrada do jogador espanhol. Fora isso, novamente o Brendan Rodgers prefere uma formação com o Suarez fazendo o papel de um segundo atacante (quase um meia-atacante) vindo de trás do atacante principal. Até agora, me parece, essa formação não vem extraindo as melhores atuações do uruguaio, talvez fosse melhor recorrer a um 4-4-2, estilo inglês, e deixar o time com dois atacantes de fato, principalmente porque o time não tem um meia-atacante criativo, função que, acho, deverá caber ao Philippe Coutinho.
O jogo de hoje, além disso, parece revelar uma tendência do Liverpool jogar melhor contra times mais lentos, de toque de bola mais curto. Quando enfrenta equipes mais rápidas ou mesmo fisicamente mais fortes e que exploram a bola longa o time de Anfield vem se complicando. Esse, no entanto, não é o caso do Man. City.
A boa atuação dos Reds se deve mais a um bom jogo coletivo do que a grandes destaques individuais, embora os dois chutes longos, primeiro do Sturridge, depois do Gerrard (que vinha fazendo um jogo bastante apático), tenham sido grandes esforços individuais. A nota bizarra fica, evidentemente, pelo erro medonho do Reina, justamente quando parecia que ele vinha melhorando.
Aparentemente, o Carragher ganhou de vez sua posição no time, o que, me parece, fez muito bem aos Reds, dando uma confiança, além de uma seriedade, que o time carecia. Cabe destacar ainda que, quando da substituição do Enrique, Brendan Rodgers, com a entrada do Skrtel, explorou uma opção que muitos consideravam estranho que não fosse mais utilizada: colocar o Agger de lateral esquerdo. De qualquer maneira, a presença do jogador eslovaco contribui para a falha medonha do goleiro espanhol.
Avaliação dos jogadores:
Reina: praticamente não foi exigido e mesmo assim, numa saída desastrosa, prejudicou o time. Se o Barcelona, de fato, quiser contratá-lo não vejo porque o Liverpool não deve ganhar alguma coisa com a sua venda; 2,0.
Johnson: na sua verdadeira posição fez um jogo menos atabalhoado, embora tenha lhe faltado presença ofensiva; 6,5.
Carragher: bom jogo, jogando com seriedade e organizando a defesa; 7,0.
Agger: embora fosse possível ter ido melhor no lance do primeiro gol do City, fez um bom jogo, quando deslocado para a lateral mostrou que é, ou que pode ser, melhor do que o Enrique; 6,5.
José Enrique: bom jogo, firme na marcação, subiu pouco ao ataque; 6,5.
Lucas: fez o feijão com arroz, mas não é o mesmo jogador da temporada passada; 6,5.
Gerrard: vinha fazendo uma partida apática até o momento do gol, quando mostrou que ainda pode ser decisivo; 7,0.
Henderson: correu bastante, jogando mais aberto não repetiu as boas atuações que vinha tendo quando jogando centralizado; 6,5.
Downing: na mediocridade (ou medianidade) que o caracterizam; 6,0.
Suarez: sempre buscando jogo, não fez, no entanto, um grande jogo, apesar de estar sempre testando a defesa adversária; 6,5.
Sturridge: belo gol e foi só; 7,0.
Skrtel: jogou pouco, mas foi o suficiente para colaborar na bizarrice do Reina; 4,0.
Borini: entrou no fim, sem nota.
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